sexta-feira, 29 de novembro de 2013
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Fazendo uma limpeza no meu email encontrei essa foto. E o coração apertou, e uma saudade de tudo isso ai veio, e as lagrimas ameaçaram cair.
Só eu sei a saudade que eu sinto desse tempo que nunca mais vai voltar, dessa praia a 5 passos de casa, da minha companheira, parceira, da nossa cumplicidade, das descobertas, da felicidade, hoje eu olho para essa foto e vejo como eu estava transbordando de felicidade. Tava vivendo um verão perfeito, eu estava em machucada, mais estava completa.
No ar tinha aquela sensação de cumplicidade, perigo e aventura que só nos duas sabíamos, no condomínio tinha descobertas diárias de aventuras rotineiras e muito arriscadas, na rua o prazer de acobertar o mal feito, e na praia tinha o homem que me completava, me salvava de mim, meu salvador, e em casa o amor da família.
Não existia Brasília, tudo tinha ficado para trás, nada além disso existia na minha vida. Vontade de chorar, sair correndo, entrar dentro dessa foto e ficar ai, nesse instante para sempre. Para sempre sorrindo.
A vida tem dessas peças, no momento quando você só quer chorar, você se depara com um momento onde chorar, não era uma opção.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Não tá fácil
Não tá fácil, nem um pouco.
Sábado tive um dos piores dias desse ano, pode apostar. Começou com uma briga, com a minha irmã, depois com minha mãe, depois ela me expulso de casa.
Chorei muito, envolvi pessoas que não deveriam ser envolvidas. Mais eu apenas acreditei, e mais uma vez, que elas queriam ser envolvidas, o que com certeza não era verdade, eu ainda não aprendi a diferenciar teatro de realidade.
Aliais eu ainda não aprendi muita coisa. Só aprendi a tomar no cu, e me abrir para pessoas que não querem ser envolvidas, eu ainda não aprendi a não chorar, a não me importar e o mais importante a não acreditar. E por que as vezes acreditar parece ser o caminho menos dolorido, acreditar parece ser a paz que eu tanto espero.
Claro que minha mãe me expulsou de cabeça quente, e provavelmente já se arrependeu, mais por enquanto eu vou continuar na casa da minha amiga até meu pai voltar de viagem. Não é normal você agredir um filho, agir como uma louca e depois " a era só uma crise momentânea" ela nem ser quer quis saber o que tava acontecendo, só partiu para cima de mim, por que deve ser mais fácil para ela acreditar que quem tá errada sou eu, claro.
Como todos, acham que eu sou a errada, eu que deveria ter feito diferente, eu que sou dramática. É ninguém realmente está se importando com o que você tá sentindo, se você ta se sentindo muito mal por ter apanhado e sido expulsa de casa, você é a errada, complicada e dramática. Se eu pudesse voltar atrás eu não teria desabado, eu não teria ligado, não teria chorado e muito menos não teria deixado me conhecer de verdade.
Mais como dizem, não se pode chorar pelo leite derramado, e apenas aceitar que as pessoas não se importam, uma frase tão simples e tão difícil de se aplicar na vida real, especialmente para alguém como eu que apesar de tudo sou muito frágil. As pessoas não tem ideia de como essas coisas me atingem, me machucam, e eu gostaria que elas soubessem.
Enxuga as lágrimas e finge que tá tudo bem, é isso que as pessoas querem vê.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
De volta
Fui ao inferno e voltei.
Queria poder escrever que passei esse ultimo mês muito bem e tudo deu certo, consegui vencer minha carência, consegui emagrecer, fiz as pazes comigo mesma, me perdoei pelos meu erros, finalmente aceitei quem eu sou. Porém um mês não é uma vida toda, e como eu sempre digo, meus problemas são tantos que eu iria precisa de pelo menos um 12 de psicólogos, e sessões diárias.
Vamos por partes, sim, eu continua sendo uma filha da puta com o Diego e alimentando dentro dele sentimentos que não são recíprocos, tentei por um fim nisso e falei da minha mudança e nada, ele me lembra eu, mergulhando fundo em um pessoa rasa só para vê o sangue no final. Antes me sentia muito mal em relação a isso, agora abri mão, eu vou embora de qualquer jeito, gostando ou não dele o fim é inevitável. E para colocar um cereja em cima desse desastre que é minha vida amorosa, voltei a ficar com o "A". Sim, sim, entre as mensagens que eu estava ignorando, uma eu não resisti, ele me perguntava "por que a gente quebrou tão rápido? Começamos com tantas expectativas, o que aconteceu?" Não aguentei o tom poético e respondi. Quando me dei conta estava indo com ele à um evento diplomático, e 2 dias depois na casa dele, sentindo ele dentro de mim. E gostando, gostando bastante. Quase soltei que a ultima pessoa que encostou a mão em mim daquele jeito tinha sido ele, mais não quis dar a ele esse gostinho.
Ele parece, aparentemente, ter mudado. Pela primeira vez me convidou para sair com ele e os amigos dele, e tem deixado eu entrar mais na vida dele, vou fazer um outro texto sobre a conversa que tivemos sobre mim, minha confiança em mim mesa, e a visão dele, apesar de eu querer fingir ser a mais confiante de todas perto dele, mais é uma pena por que assim como o Diego o fim é inevitável, to indo embora. Só que ele não sabe disso, ele pensa que minha mudança de atitude se deve ao fato "dele ter me feito sofrer" e vou deixar ele pensar isso, realmente os sentimentos dele estão em ultimo lugar na escala de importância da minha vida. Nem para minhas amigas contei, já basta meu próprio julgamento sobre isso.
Agora sobre a minha mudança, conversei com minha irmã e ela vai comigo para SP, fiquei muito feliz por isso, vou poder contar com apoio dela e ela com o meu. Meu plano é chegar lá dia 1 de fevereiro, avisei no meu trabalho que fico até final de janeiro, e quanto a trabalho lá, no começo de janeiro vou começar a olhar os classificados e realmente agilizar as coisas na direção sudeste. Enquanto isso só posso contar os dias e administrar minha vida aqui.
Bom e por ultimo, minha passagem ao inferno. Esse ultimo mês tudo deu errado engordei até chegar aos 72 quilos, miei até minha garganta sangrar, admite a mim mesma que sou doente, sofri que nem um cão, parei de me olhar no espelho, compulsões e compulsões e voltei de novo. Voltei aos 66 quilos, com o objetivo de chegar aos 55 quilo. Quero me refazer psicologicamente, quero ser normal.
Os mesmo de sempre, com alguns adicionais.
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