terça-feira, 7 de abril de 2015

.


"Onde eu vou estar quando eu tiver 25 anos?"

Esse ano eu completo 25 anos, e tenho que agradecer por não ser mais aquela pessoa que eu era em 2013. Que ano terrível, que sofrimento, que ódio próprio. 

A minha obsessão por ser tudo aquilo que eu não sou me fez me perder no caminho. Me fez mudar de cidade, me fez mudar por completo o fim da minha historia. Colocando na balança, não vou chegar aos 25 como eu queria. Cheia de realizações, com um caminho traçado pelo sucesso, alegria de viver, muito sol, muita vida de instagram. 

Não, pelo contrario, vou chegar aos 25 sem me formar, trabalhando 8 horas por dia, conseguindo pagar minha faculdade, sem sol, sozinha, sem glamour, e provavelmente querendo dormir os finais de semana inteiro. Mas não me odeio mais. Consigo respirar sem desejar que a vida se extingua de mim, consigo viver  a realidade.

Eu sei o que eu tive que passar para tá hoje  viva, para conseguir não me odiar mais. É uma luta diária, tentar ser melhor todo dia, mas tem vezes que a gente fracassa, mas não cai no fundo do poço, fundo poço nunca mais. Aprendi a me respeitar e a saber o meu limite, o fundo do poço não é o meu lugar.

Como eu disse ontem, posso estar com meu coração partido, mas não me rendo nunca mais a infelicidade. A vida é rara e passa em um pisar de olhos e nenhum momento volta, seja ele bom ou ruim, somente ao passado ele pertence.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Caminho


Somos feitos de caminhos, uns são retos, outros são bagunçados.
Alguns acabam antes de chegar no destino que você planejou.
Outros nos levam além do que pensamos.
Tem aqueles que aparecem antes da gente terminar o que estávamos.

To sorrindo e fingindo que nada disso realmente fez diferença, que nossa história não era o caminho que eu queria seguir, que nosso caminho não me mudou para sempre.

Mas por dentro to morta.

E a vida não para, mesmo quando eu me recuso a perceber, ela não para. E mesmo enquanto eu espero um próximo sinal seu, uma próxima conversa, quem sabe, eu fingo ter paciência. E minto para mim mesma que eu entendo sim que foi melhor para mim desse jeito.

Fingo que não desejo que a gente resista o tempo. Será que temos esse tempo?

Seja como for, eu continuarei fingindo, sorrindo ao invés de chorar. A vida é tão rara, quero viver, quero ouvir, não quero medir a altura do tombo, quero tudo ter, quero você.

Cara é tão louco, quem diria que esse seria o nosso caminho?