quarta-feira, 26 de agosto de 2020

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 Bom eu to aqui para falar dessa doença, que eu compreendi que não tem cura. O máximo que eu posso fazer é cuidar bem do meu corpo e evitar qualquer coisa que me dá gatilho para eu não voltar a me odiar me vendo no espelho.

Mas eu sou eu ne? Eu tive que compreender isso levando murros, tapas na cara da vida. Ah vida, eu te odeio e te amo na mesma intensidade, você me deixa confusa de uma forma unica. É tão louco esse doença, que em um dia você olha no espelho é você fala " ta aceitável esse corpo" no outro dia não está mais. Sem contar da insegurança, necessidade de uma constate aprovação dos outros para ser bonita, ser magra, no meio caso, eu necessitava aprovação para tudo. Não de todos, mais das pessoas que me importava eu necessitava muito.

Ate hoje ainda necessito, mas o processo de ter um AVC e ter ficado com sequelas físicas foi um divisor de águas. Quando eu sai da cadeira de rodas, eu andava muito devagar, a minha perna direita não tinha força, o meu pé não fazia o movimento direito. Então eu andava mancando muito, com uma sequela bem visível. Lembro do momento que eu falei "vou parar de sair de casa", foi quando eu voltando de um shopping em Brasilia, para chegar na estação do metro eu e minha irmã atravessamos uma passarela e eu com 1,76cm com uma sequela andando devagar todo mundo estava olhando para mim. Eu não chorei aquele dia mas eu passei a noite inteira acordada me perguntando que diabos eu foi ter um AVC.

Hoje necessito muito menos da aprovação dos outros para me aceitar. O que fica mais complicado ainda mais por que agora eu necessito da minha aprovação, e para consegui ela é muito difícil, é tão difícil que até hoje eu nunca conseguir.  

Estar dentro da minha cabeça é um bagulho tenso.

E essa quarentena  cheia de emoções, vários sentimentos  e atualmente eu to no meu shape mais magro durante toda a minha vido. Nas medidas eu estou com 62 cm de cintura, e no peso eu não sei por que me pesar estava fazendo mal para minha cabeça, mais eu acho com 63, 62 kilos.

Que bom para você Tana.

Mais a minha cabeça não pensa assim, eu continuo vendo aquela gorda de anos atras. Essa doença é muito foda. Mas não vou desistir, vou reprogramar a minha cabeça. O bom é que eu tenho consciência, como todos os dias, faço exercícios não mais em jejum , não vomito mais. Faço dieta?  Mais ou menos, eu mudei a minha alimentação, então eu como de uma forma mais saudável.

Uma vez escrevi aqui: eu quero ser bonita, magra, leve... Eu quero voar. Ate hoje é assim.


  

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Fazer 30 anos

 Faz tempo que eu queria vim aqui e escrever o que eu to passando, sentindo, os meus próximos projetos, a minha doença. Mas essa quarentena foi uma mistura de tantas emoções, altos e muitos baixos. Eu acho que eu entrei um depressão várias vezes mas consegui sair mais forte. Consegui entender que a vida tem sempre alguma coisas que você pode mudar, no meio caso varias coisas, e que todo mundo passa por um processo interno e que eu não posso mudar isso. Eu apenas posso aceitar isso e ser egoísta o suficiente para não deixar essa pessoa ou pessoas influenciar o meu processo.

Entender e aplicar na vida real é uma coisa bastante difícil, bastante mesmo, mas quando você entende e vê o caminho não importa os obstáculos, você vai perder muitas vezes, mais eu quero chegar no fim do caminho.

Quando você não entende o processo, o caminho não aparecer para você, é como uma porta que você não vê. E o que me levou a enxergar esse porta foi ter feito 30 anos desempregada, sem estudo e evitando estudar, morando e sendo sustentada pelo os pais, sem um namorado, sem dinheiro. Foi um momento muuuuuuuito difícil, muito mesmo, só de lembra os meus olhos enche de lágrima, me sentindo uma fracassada total, me odiando da cabeças aos pés, e fingindo para os meus familiares que estava tudo bem, sorrindo mas morta por dentro.

Uma semana antes do meu aniversario eu sai do quarto pouquíssimas vezes. Eu tava tentando compreender como eu cheguei aos 30 sem nenhuma vitoria pessoal, enquanto eu estava tentando entender as brigas familiares estavam ( e estão) me desestabilizando muito, então eu percebi que eu tinha que ser bem egoísta para alcançar a minhas vitorias pessoal e comecei a entender que ninguém sabe o processo do outro, ninguém sabe o quanto que ele sofreu ou não para estar assim.  

Aplicar isso na vida real e na vida familiar é muito difícil e doloroso, mas é preciso. Todo dia é uma novo passos.

Eu quero acreditar que fazer 30 anos me deixou mais maturar, esse semestre eu foi virar uma estudante de direito aplicada, estou estudando quase todos os dias, vou me esforçar para terminar o curso que a minha mãe falou que nunca ia terminar. Vou me esforçar para malhar a minha deficiência ficar para atras e mostrar que Deus não me marcou por eu ser uma escrota como a minha mãe falou. Vou arranja alguém que eu amo e que me ame de volto e mostrar que as pessoas podem me amar por eu não vou uma vagabunda, escrota como a minha mãe falou.

É preciso respirar, tem força para aguentar a vida e as pessoas e não reproduzir o mesmo comportamento que te machucar e ir atrás dos seus sonhos.

Meus objetivos não mudaram e acho que não vai mudar tão cedo eu quero me alimentar bem, ter o corpo que eu desejo, sair de casa, estudar e arranjar um emprego melhor.

To confiante, no que? Deus, energias, universo o que você quiser chamar, mais ele ou eles, estão me dando força para vencer cada obstaculo no meu caminho. Pode não ser da primeira, mas ate o final do ano que vem, tenho certeza, eu vou estar com meus objetivos completos.