terça-feira, 4 de agosto de 2009

Aperto


Minha gatinha ontem foi castra. Ela tem 10 messes e á mas ou menos um mês atrás ela entrou no cio. Para quem não sabe cio de gata é a coisa mais insuportável que pode acontecer, principalmente se você mora em um apartamento, trouxe sua gata clandestinamente para sua casa e sua mãe ameaça a toda hora jogar o gato pega janela. Com o pequeno detalhe de que eu tenho asma,renite alérgica e todos os outros problemas respiratórios que possam ser listados HAHAHAHAHAHAHAHA mais quem liga? Eu amo minha gata e passo por tudo isso sem problema nenhum...
Voltando ao assunto inicial, ela não parava de gritar o dia inteiro e a noite,minha mãe tinha medo dos vizinhos fizessem uma circula expulsando eu e a gata(Suri, seu nome é suri) do bloco. Solução cortar as cordas vocais, castrar, jogar no mato, como muitos sugerirão? Leva no veterinário que ele terá a resposta e lá vai Tana de ônibus com uma gata na bolsa até o outro lado de Brasília para consultar a gata. Depois de algumas piadinhas sobre o cio da minha gata e um péssimo atendimento, a solução:Castrar. Cirurgia marcada, médico combinado, tudo certo. Segunda-feira (ontem) no horário certo eu e Inaê(minha irmã para quem não sabe) nos aventuramos a levar ela a noite no veterinário.
Primeira impressão: ela vai ficar assustada mais vai ser melhor para ela. Eu pensava assim até deixar ela numa gaiola em cima de um poodle branco , com as patinha raspadas, soro na veia, lachinho rosa e cara de triste, abandonado.Um aperto no meu coração, ela tava tão assustada tento me escalar antes de entra aquela gaiola sebosa, forrada com jornal velho. Inaê me dize"Se algo der errado eu processo esse doutor, tiro o dinheiro todo dele!" Eu apoiava ela, mais o que poderia dar errado? Ele deve fazer isso com milhões de gatos todos os dia... A noite, chegar em casa não ter ela na porta, um aperto no coração.No jantar não vê ela vendo Tv deitada no sofá, outro aperto no coração.Todo mundo perguntava se eu sintia falta dela, lógico e todo mundo aqui em casa sentia uma falta dela também. Da nossa rotina, da rotina da família que tinha sido moldada com ela,seus lugares,seus hábitos. Senti um forte aperto no coração quando pensei nisso no jantar.
Segunda impressão: 7h da manhã,fazia um certo tempo que eu não acordava cedo assim, tomei banho, tomei café com minha família que ama conversar de manh ãnunca vi e saí em busca da minha gatinha que devia esta pensando que eu abandonei ela, que nunca mais ia me vê ou entrar aqui na nossa casinha.Cheguei no veterinário e nenhum atendente, não é de se surpreender naquele consultório meio bagunçado e esculhanbado.Me sentindo em casa já entrei e encontrei o atendente, gente fina, fofocando com outros funcionarios lá dentro, perguntei da minha gata e ele respondeu:"Que gata? a cinza?" toda vez que eu vo lá ele me pergunta a cor dela acho que ele é meio daltônico, mecânicamente mais com apreensão respondi:"não, a laranja" outro funcionário vez alguma piadinha idiota e ele perguntou:"Ela tava fazendo cirurgia?" respondi:"Tava" ele pediu para outro funcionário me levar na sala dos "operados".A primeira visão um cachorro grande, bem cuidado, deitado no chão com jornal em baixo, olhos bem vermelhos, um soro na veia,com as pata raspadas,aquela carne rosa aparecendo e um olhar de "por favor me tire daqui agoora!", olhei para o lado e vi lá a Suri encolhindinha na mesma gaiola imunda , olhando assustada para os animais em volta dela, andei mais rápido que o funcionário e cheguei ou lado dela,ela me viu levanto estantaneamente quando eu reparei nas patinhas dela, as duas, estavam raspadas no meio e com algumas picadas , acho que para tenat acerta o soro na veia ,reparei também na dificuldade dela levantar. O funcionário tiro ela tão grossamente que eu fiquei puta e sai sem dizer nada a ninguém, mais a tempo de mais um imbecil fazer outra piadinha. Ela tava com cara de deprimida, os seus pontos na barriga ainda tavam com sangue.Me senti terrivelmente cruel, sem coração. Como pude fazer isso a minha amada gata? por que seus miados me incomodavam?Mais não é o natural?
Cheguei em casa quando minha mãe viu como a Suri tava triste ela falo:"Você é um monstro Tana! Olha o que você fez com a gata." Muito fácil colocar a culpa toda em mim. Preferia ter pensado mais sobre o assunto, e se arrancasse meus ovários e úteros eu ia gosta? Com certeza não. Ela passa bem, até subiu no sofá. Pensarei mais quando resolve mexer assim de novo no destinos das coisas vivas.