sexta-feira, 27 de março de 2015

.


Doi de um jeito estranho. Doi com calma, doí sem aquele desespero.

Ai eu lembro de você chorando no telefone, e eu chorando. E me pergunto por que a vida faz essas coisas comigo, por que duas pessoas que se gostam não podem ficar juntas?

Acho que eu preferia a raiva, que tivéssemos terminado brigados, e não se despedindo com um te amo. Doí mais desse jeito, mais uma cicatriz para o meu coração.

Hoje é sexta e eu estava com vontade de sair e enlouquecer. Beber, usar toda droga que a muito tempo não uso, fazer a cena "garota com coração perdido tenta esquecer de tudo", mais invés disso vou vestir minha roupa e vou correr. E talvez assistir um filme depressivo de madrugada,

Queria muito entender que fase é essa na minha vida, as vezes eu esqueço que vou fazer 25 anos, que daqui apenas 5 anos eu vou ter 30 anos. E se eu não entender que diabos eu quero da minha vida,  eu vou ser uma daquelas pessoas que  tanto tenho medo, que chegam aos 30 sem nada. Sem segurança, sem dinheiro, sem profissão.

É... Não posso destruir meu castelo de proteção que demorou tanto, e foi tão sofrido, por um cara que diz me amar. Se me amasse de verdade, seriam lágrimas de alegria, teríamos certeza que ficaríamos juntos mais cedo ou mais tarde.

É por isso que doí de um jeito estranho. Doí por que eu sei que eu fiz o melhor, um caminho dolorido, mas o melhor para mim e minha sanidade mental.

E não tem nada, nada, que não passe, que não mude. É só ter calma