sexta-feira, 15 de março de 2013

Como não idealizar?




Alto, costas largas, mãos grandes, peito estufado, braços fortes, barbudo, moreno, ruivo, tatuado, reservado, mais velho, experiente, com bom gosto musical, com manias, com presença.

É pedir muito? É idealizar demais?

Mais como não idealizar, se minha vida amorosa é simplesmente inexistente? Ontem eu sai, burramente por que agora eu estou depois de dormir 2 hrs parecendo um zumbi no trabalho, e percebi o quanto não ter ninguém realmente está começando a se tornar um problema na minha vida.

Não ter para onde voltar em noites como a de ontem, não ter com quem chorar minhas pitangas no dia seguinte, não ter quem me acompanhe, não ser adorada por ninguém. Alguém que no dia seguinte vai dizer “eu avisei” ou simplesmente vai olhar bem no fundo do meu olho e com a risadinha irônica já iria me falar tudo.

Me senti um fantasma ontem. Eu com 1,78 me senti com um metro e meio e invisível aos olhos dos outros, sensação estranha.  Antes não ter ninguém me dava à sensação de liberdade e hoje eu sinto completamente o oposto me sinto aprisionada a essa solidão. Não que eu não goste da minha própria companhia, adoro por sinal, adoro o silêncio do meu quarto, de ter tempo para acalmar a inquietude dos meus pensamentos mais isso não é mais suficiente. Eu quero mais, eu quero amar de novo.

Um amor maduro e diferente.

Como não idealizar, quando todos os seus pensamentos de um jeito ou de outro acaba nisso? Como não idealizar quando sempre que eu deito é nisso que eu penso?