segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Estive pensando
Eu recém tinha feito 19 anos, a pouco tempo tinha achado um grupo que eu queria realmente fazer parte, e começava a fazer parte e era aceita pelas pessoas que eu julgava importantes, descartava pessoas que antes tinham me feito sofrer, meu corpo tinha reduzido, não me considerava mais a "patinho feio" de todos, sensações licitas e ilícitas percorriam meu corpo, assim como mãos e tudo era como eu achava que deveria ser para ser ter boas lembranças. E ai você apareceu, em uma tarde incomum, onde eu tentava encaixar o mundo do que um dia tinha sido com meu novo eu.
Eu amaldiçôo o dia que te conheci.
Sei que quase 3 anos se passaram desde que nossa história chegou ao fim mas hoje eu vejo que as marcas deixadas foram mais profundas do que eu pensei. Não sei o que é construir e ter um relacionamento por que minha ultima lembrança é de algo doentio. Você era doentio e me transformou em algo parecido com sua imagem.
Estávamos em estágio completamente diferente. Você era um homem de 27 anos, com vários relacionamentos nas costas, que já tinha assistido de camarote o apogeu e fim do próprio sonho, mergulhado na armagura da inercia de ser um parasita, que já tinha vivido o terrível sabor de ser uma vitima das sensações ilícitas. E eu? Nunca tinha vivido um relacionamento, tinha começado a busca por um sonho, inalava imaturidade, e inexperiência da juventude e seus caminhos.
Me deixei dominar por um ser mais perdido do que eu. Hoje, eu olho para trás e vejo que não vivemos um relacionamento apenas desperdiçamos 1 ano e 2 messes da nossa vidas deitados em um colchão fazendo nada de nossas vidas e sexo. Nossa doença pertencem apenas a 4 paredes, por que nada mais foi acrescentado em nenhuma da duas vidas. Só desgaste, raiva e lembranças vazias.
E agora eu sei o quanto isso me marcou.
Tenho 23 e não tenho ideia do que é ter um relacionamento, do que é fazer parte da vida de alguem de forma saudável. Não tenho ideia do que é me relacionar com alguem não-abusivo. Com certeza essa doença que tivemos, não pode ser chamado de paixão ou amor, foi apenas uma doença que se abateu sobre nós, acentuou todos os problemas que na minha mente já existia. Não posso te culpar apenas, eu também estava lá, mas amaldiçôo o dia que deixei você entrar e dominar minha vida.
A dor que eu sinto é de ter um vazio na minha vida durante tanto tempo, nenhuma cor pintada e muitos rasgos por dentro. Não poder confiar no que você "sabe" e nos seus "instintos" por saber que eles são todos doentios é muito, mais muito triste...
